Vale a pena ler este artigo do NYT assim como olhar para os gráficos. Uma análise à actual conjuntura e ameça de recessão como pistas para se compreender também a crise sup-prime.
É ainda interessante para a segunda parte do nosso estudo, quando entrarmos na macroeconomia. Sobre as interligações entre os países da economia mundial destaco este parágrafo:
"As Americans have carried home mountains of goods manufactured in Japan, China and elsewhere, they have sent trillions of dollars across the Pacific to pay for them. Asian central banks have taken these winnings and parked them back in the United States, buying up Treasury bills, stocks and property. In so doing, they have kept American interest rates low and the dollar stronger, ensuring that consumers have the wherewithal to keep buying. "
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domingo, 25 de novembro de 2007
sábado, 20 de outubro de 2007
Debate: Crise da Sub-Prime e Bancos Centrais
O crédito hipotecário “sub-prime”, significa a concessão de crédito hipotecário de alto risco, a família com scoring de risco alto, ou seja, é um crédito que não valorizou as ferramenta de Scoring reactivo que através de variáveis principais como a estabilidade de emprego, taxa de esforço, relacionamento bancários e outros, consegue medir o risco e aprovar ou rejeitar operações de crédito a um preço determinado.
Este tipo de crédito era autorizado com base no valor da habitação que lhe servia de garantia, no pressuposto que esta só valorizava! Era a época do crédito hipotecário dos chamados “no job” com LTV´s (Loan-to-Value) a 100 % ou seja LTV = V.P./V.V.
- Recordo-me nos anos noventa de se aprovarem muitas operações de crédito com base apenas nas garantias e muitas eram efectuadas com base no “bom nome” sem se avaliar a capacidade de solvência da dívida.
A situação do incumprimento dos créditos nos E.U.A. negociavam-se com a colocação das casas novamente no mercado com uma valorização significativa que compensava os prejuízos do incumprimento. Mas, a crise de liquidez instalou-se com a desvalorização deste mercado imobiliário. Os riscos estão aí e são reais.
A escassez do crédito já se faz sentir.
Os bancos começam a praticar spread mais altos, apesar de se notar uma desacelaração das taxas de juro de referência a 1 ano e seis meses. O risco dos próprios bancos subiu sgnificativamente, tanto é que o dinheiro agora está mais caro.
Os bancos Portugueses conseguiam até Julho financiamento com spread’s face às obrigações do tesouro Alemão (bunds) de 15 a 30 pontos base. Agora passados dois meses e meio estas margens cifram-se nos 90 pontos base.” Afirmou um administrador de um banco português recentemente.
Vale mais uma má decisão do que nehuma decisão. E concordo com Charles Wyplosz. Os bancos centrais, como afirmou Dr. Silva Lopes numa entrevista ao Diário Económico, têm de ter o mercado mais regulado. "O BCE não poderia punir milhões de cidadãos que não tiveram nada a ver com a gestão dos seus bancos" e Charles Wyplosz alerta para a falha que aconteceu em 1929.
Este tipo de crédito era autorizado com base no valor da habitação que lhe servia de garantia, no pressuposto que esta só valorizava! Era a época do crédito hipotecário dos chamados “no job” com LTV´s (Loan-to-Value) a 100 % ou seja LTV = V.P./V.V.
- Recordo-me nos anos noventa de se aprovarem muitas operações de crédito com base apenas nas garantias e muitas eram efectuadas com base no “bom nome” sem se avaliar a capacidade de solvência da dívida.
A situação do incumprimento dos créditos nos E.U.A. negociavam-se com a colocação das casas novamente no mercado com uma valorização significativa que compensava os prejuízos do incumprimento. Mas, a crise de liquidez instalou-se com a desvalorização deste mercado imobiliário. Os riscos estão aí e são reais.
A escassez do crédito já se faz sentir.
Os bancos começam a praticar spread mais altos, apesar de se notar uma desacelaração das taxas de juro de referência a 1 ano e seis meses. O risco dos próprios bancos subiu sgnificativamente, tanto é que o dinheiro agora está mais caro.
Os bancos Portugueses conseguiam até Julho financiamento com spread’s face às obrigações do tesouro Alemão (bunds) de 15 a 30 pontos base. Agora passados dois meses e meio estas margens cifram-se nos 90 pontos base.” Afirmou um administrador de um banco português recentemente.
Vale mais uma má decisão do que nehuma decisão. E concordo com Charles Wyplosz. Os bancos centrais, como afirmou Dr. Silva Lopes numa entrevista ao Diário Económico, têm de ter o mercado mais regulado. "O BCE não poderia punir milhões de cidadãos que não tiveram nada a ver com a gestão dos seus bancos" e Charles Wyplosz alerta para a falha que aconteceu em 1929.
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